sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Prêmio Nobel de teorias filosóficas alternativas





Conversa de Alcova



Kelly Diz:

“Ah vida... coisa complicada, definitivamente uma arte abstrata. O problema é que nem sempre apreciamos este tipo de arte. Ficamos olhando os borrões e quase sempre nada faz muito sentido. Então ficamos observando até que, como toda vez q não conseguimos compreender uma coisa, começamos a reclamar. Nos queixamos das cores, do pincel utilizado, da qualidade da tinta, do tipo da tela, do tamanho do quadro, do número de pinceladas, e quanto mais olhamos mais defeitos nos aparecem. É muito simples criticar tudo quando não se entende o propósito de nada. Por fim começamos a questionar a própria existência do quadro e da arte em si. Não posso afirmar o certo a se fazer. Não possuo tal conhecimento, e creio que jamais chegarei a tê-lo. Mas posso dar uma sugestão. Nunca fui uma pessoa de conselhos, dou sugestões, porque aí não partimos de uma premissa de que alguém saiba mais q o outro. Então minha sugestão é: SE SUJE! Meta a mão no pincel, ou pinte com a mão, mas suje a tela. Utilize as cores das quais vc mais gosta e ouse utilizar um marrom num cantinho. Se não fazia sentido antes, provavelmente não o fará agora. Essa não deve ser a questão. O caso é q desta vez, vc ajudou a produzir a bagunça, e se divertiu fazendo isso. Muito melhor de que ficar só observando e se queixando, é participar, se sujar com a tinta, e escolher as cores que vc quer. Quem sabe você não ouve a música que gosta enquanto faz isso? E no final vc poderá afirmar que ainda não entende a arte abstrata, mas se divertiu com ela, e que é o senhor da sua imagem na tela e alma, o capitão do seu quadro e destino.”


Guida diz:
“uau que inspiração”
Guida diz:
“Acabei de ler...legal entendi bem e gostei da lei da vida como uma arte abstrata que alias está em constante mutação de cores, borroes etc...que tal um caleidoscópio que a cada dia ao virar ou girar as cores dos vitrilhos o mesmo acontece entre o dia e a noite que mudam constantemente assim como nós que mudamos de humor etc... escreves bem és uma viagem...”

Kelly - diz:
“q bom q gostou..”
Kelly - diz:
“eu fiquei pensando em como as coisas parecem sem sentido”
Kelly - diz:
“porque focamos nas coisas erradas...”
Kelly - diz:
“Hahahaha”
Kelly - diz:
“Adorei a idéia do caleidoscópio”
Kelly - diz:
“mas tem um problema, no caleidoscópio, não tem alteraçoes e influências externas.. hum tenho q pensar sobre isso.. rs”



Guida diz:
“tem sim a influência externa , nós mesmo que podemos girar pra direita , pra esquerda ou chocalhar ou quebrar...caracas”
Guida diz:
“viu?”
Guida diz:
“a gente na vida tb pode fazer esses movimentos ou nada fazer laisser faire laisser passer”
Guida diz:
“ou caleidoscopio ficar na prateleira... chamo a isso chá de geladeira ou deixar os outros em banho maria, de molho sei lá... “
Guida diz:
“indiferença é deixar o caleidoscópio na prateleira e não olhar o que tem de novidade independente se o mundo gira ou não.”

Kelly - diz:
“O problema são as miçagas e vitrilhos que outras pessoas colocam dentro do nosso caleidoscopio e nem sempre podemos retirar... temos q aprender a lidar com essas interferencias e somas em nosso caleidoscópio.”


Guida diz:
“vamos ganhar o Premio Nobel!!!!”
Guida diz:
“rs”
Kelly diz:
"Só se for o Prêmio Nobel de teorias filosóficas alternativas.... hahhahaha"

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Transformações


"Como pode o bonito, feio se tornar? Seria isso possível? Como pode se ter ogeriza por algo que já nos foi tão prazeroso? Como se ter repugnância de algo que já nos fez tão feliz?Com que direito as coisas mudam tanto? Que poder é esse que o tempo tem para tudo, aos poucos, ou de repente se alterar?Será que para se perder o brilho e se tornar tão fosco só é necessário se deixar de lustrar?Com que direito podemos julgar os que tem a capacidade de se destruir? Mas também quem lhes dá o direito de nos pegar de surpresa e nos assustar com esse sentimento de que nada podemos fazer, de que somos incapazes de cooperar? Quem pode diferenciar o certo do errado, se tão pouco conhecemos do dissernimento de cada um? A quem cabe a pertinência de escolher?


Beleza, prazer, felicidade, são coisas que temos a honra de poder conduzir, pois devem ser sentidos com o coração de cada um. Mas para se haver a unidade, antes é necessário que se usufrua do coletivo para então poder se destinguir e diferenciar toda opinião e qualquer julgamento.Portanto o bonito só se torna feio, o prazeroso só se torna sem graça, a felicidade só se torna repugnante, se egoisticamente nos esquecermos de ser muitos para nos tornarmos um só, centro do mundo e do universo.E assim, o tempo que tem o dom de tudo curar, poderá amenizar as dores que as cicatrizes, por algum motivo, hão de causar. A beleza passa, o brilho acaba, mas a essência permanece e se não cuidarmos dela, nem o poderoso tempo poderá impedir que ela nos afete de maneira desagradável.Assim, se existem tantos por quês, um deles, por certo é a nossa razão de viver, de seguir em frente.Não interessa se o meu ou a minha são diferentes do seu ou da sua. O que conta, o que faz valer é, a possibilidade de argumentar e explicar a causa, por certo o motivo, de como cada um consegue expressar e acreditar na sua capacidade de controlar suas atitudes e gestos.Com medo não se dá 1 passo a frente, já com coragem se pode desbravar horizontes, mas se ambos forem por demasiado exagerados, nenhum dos dois nos levará a lugar algum.Façamos, então, sem julgamento, a idealização da nossa conveniência para que finalmente, possamos legitimar o nosso auxílio e colaboração, fazendo do feio, bonito novamente, do repugnante, agradável e do obscuro, brilhante e reluzente para mostrar nossa vitória!"

Lutemos!


Gisela Magoulas
Obrigada por me emprestar o texto amiga!!!